
Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...
Miguel Torga
4 comentários:
Delicioso como la musica se escucha aquí.
Besos:)
Muito indo poema Maria. Bjsss
Maria, querida, quanto prazer eu tenho em vir aqui, é sempre muito especial!
Beijos
Glória
Como é triste quando o amor não é correspondido, embora eu deva dizer que a ficção está tudo bem do seu talento quando o viu como é bonito.
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