quinta-feira, 11 de março de 2010

APENAS PAIXÃO


A voz que se levanta o ruído
Hasteado na brisa
Que me toca nos ombros
A tua boca as tuas mãos de água
Ora deslizante ora íntima sedentária
O vento breve que me esculpe em músculos
Cada vez mais sensíveis
A onda que no ar se acende
Entre o rumor da história e o cheiro das tílias
A carne que vai morrer mas também
O suor o sabor de quem amo
E bebo
E canto
Para que não se perca nada
Para que nada se perca enquanto
O meu sexo amaciado nas tuas águas
Se ajuste à curva do céu
E o meu dorso esmagado pelo dorso do mundo
Encontre no chão da casa o repouso
De quem não tem repouso apenas
Paixão.


Casimiro de Brito

6 comentários:

Clecilene Carvalho disse...

Obrigada pela visita... Estou muito ocupada este semestre, é meu ultimo semetre na faculdade, então já viu né!
Assim que tudo acalmar-se virei aqui mais vezes.
Beijos.

Carlos Rímolo disse...

Querida amiga e poetisa Maria!
Adoro passear pelo seu blog e deleitar-me com seus conteúdos!
Seu poema "Apenas Paixão" é de extremo lirismo, beleza e sensibilidade. Meus parabéns!
Beijos de luz e poéticos em teu coração!
POETA CIGANO - 12/03/2010
carlosrimolo.blogspot.com

Obs:Obrigado pelas palavras de carinho em meu Blog. Beijos!

Hana disse...

Olá, sabe que não paro de me surpreender com seu blog, aqui, não encontro apenas poemas encontro amor, sensibilidade, encontro a paz adorei!
com carinho
Hana

Beatriz Prestes disse...

Minha amiga......
Chego aqui e mergulho!!!!
Em sonho....na mais linda poesia!
Beijo carinhoso amiga querida
Bea

reltih disse...

ufffffffffff, muy apasionado tu escrito.
besos

Tétis disse...

Olá Maria

Mais um lindíssimo poema que connosco partilhas.

É sempre um prazer e uma emoção passar por aqui e ler as belas mensagens que nos deixas.

Beijinhos