segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Santo e Senha


Deixem passar quem vai na sua estrada.
Deixem passar
Quem vai cheio de noite e de luar.
Deixem passar e não lhe digam nada
Deixem, que vai apenas
Beber água de sonho a qualquer fonte;
Ou colher açucenas
A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.
Vem da terra de todos, onde mora
E onde volta depois de amanhecer.
Deixem-no pois passar, agora
Que vai cheio de noite e solidão
Que vai ser uma estrela no chão.


Miguel Torga

5 comentários:

Pizarro disse...

Preciosos versos.
Saludos y abrazops.

Everson Russo disse...

Belissimos versos,,,e se for solidão,,,que passe logo,,,um beijo e uma linda terça pra ti.

Lely Vehuel disse...

Que lindo es pasar por tu sitio,me raconforta leerte,siempre tan bello todo por eso pasare siempre.Esta vez llego deesde Cuentos y Orquideas y de paso invitarte a leer un nuevo cuento,espero te guste y sea de tu agrado.Mucha luz y hasta pronto...

El Drac disse...

Belo poema sobre o que aflige o mundo de solidão, a falta de solidariedade. parabéns. Um grande abraço.

EDUARDO POISL disse...

Gosto muito do teu blogger!!!

"... E de novo acredito que nada do que é
importante se perde verdadeiramente
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas,
dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares

Desejo uma linda semana.
Abraços com carinho.