
Primeiro era um banco
Frente ao mar calmo.
Sentados nele, calmos,
Dois marinheiros,
Que dividiam a mesma alma,
Falavam de amores passados
Que nunca passaram.
O mais velho tinha um porto em cada amor,
O mais moço tinha um amor em cada porto.
Havia neles uma solidão
Que o mar não continha.
No dia seguinte era um banco
Impregnado de vazios,
E um navio à procura de um porto
Que pudesse lhes conter a alma.
Oswaldo Antônio Begiato
6 comentários:
A solidão sempre presente, ela é de todos nós, se faz em todos nós....um beijo carinhoso e uma bela semana pra ti.
Regressei ao teu mundo para ler e sentir o encanto deste belo espaço...
Agradeço esta bela partilha aqui deixada... belo poema
Deixo uma onda suave...
"Não sou nada
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo".
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
Com amizade
Bj
Luis Ferreira
Maria
Viver essa vida é estar só =, apreciar a beleza do mar e poder estar na Brisa do Tempo e viver de suas recordações.
Muito bonito.
Beijos
E tantas vezes somos marinheiros tristes, que os pensamentos não nos abandonam e lá vamos lúcidos e tristes...
Um abraço
Os poemas de Begiatto são muito bons, tua escolha foi das melhores!
beijo
Um beijo pra desejar um dia muito lidno pra ti...
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