
Você fica com a razão.
Eu fico com os dias ensandecidos
Com o vento nos seus cabelos
Com o canto final do sol
No dourado da sua pele.
Você fica com a verdade.
Eu fico com os raios da lua
Com os sussurros sem nexo
Os beijos loucos, dementes
Com a obsessão dos corpos.
Você fica com o direito.
Eu fico com as horas de gozo
Com o ruído das folhas das árvores
Com seus dedos tecendo anseios
Na brancura do meu corpo
Você fica com o que é certo.
Eu fico com a incerteza
Com a beleza do instante sem continuidade
Com o momento perdido entre as horas
Com a eternidade perdida no momento.
Você fica, meu amor.
Eu sigo.
Dalva Agne Lynch
3 comentários:
Olá Maria!
Águas separadas da nascente
uma fonte, dois ténues rios
tristeza que vai na corrente
fica a alegria dos estios
E a beleza das palavras continua presente.Beijos
melhor o vento nos cabelos e os raios de lua...
o ruído das folhas das árvores...
melhor a incerteza... na certeza de poder seguir...
....
Um poema que é, afinal, o reflexo de tantos dramas.
Gostei de vários dos poemas que seleccionaste.
Um abraço
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