segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DESCOMPASSO


Tem dias que as horas passam
num tempo diferente do meu.
Às vezes escorrem tão lentas,
às vezes apressadas demais!

Tempo de descompasso,
de se caminhar aos pedaços,
vez por outra um tropeço,
e a menor fração do momento
é nada mais que um estilhaço
e quando percebo volto ao começo,
às vezes de forma bem lenta,
quase sempre apressado demais.

E o tempo vira um amontoado de escombros,
onde o poeta se inquieta,
e o verso se contorce no assombro
da pressa ou impaciência,
de não ter como brotar.

Tem dias que as horas passam
num tempo diferente do meu
e eu nem sei como evitar.


NALDOVELHO

4 comentários:

Manu disse...

Olá Maria!

O tempo sempre é curto demais
e na escassez temos de criar
fogem-nos os segundos fatais
cruel é ver o tempo a passar

E pelo tempo que um novo projecto pessoal me vai roubar, as minhas vindas à net serão mais espaçadas mas virei aqui sempre que puder para deixar um alô. Beijos

Malu disse...

Obrigada pela visita Manu.
Senti sua falta...Volte sempre.

Beijos na alma!

Sonia Schmorantz disse...

Não conhecia este autor, li com muito gosto, porque traduz um pensamento que nos atormenta sempre, os descompassos do tempo que descompassam nossa vida também...
beijo

Maria L. Bózoli disse...

Beijo querida...Obrigada!