
Passagem por uma paisagem,
lugar do onde, do ontem, do quando,
quantas palavras ficaram faltando
na boca cheia de imagens.
O outro é aquele que ficou à margem,
no espanto de um pronome,
no corpo de uma brisa suave;
o outro é como uma fome
pluma à deriva, à distância, ou quase.
Estranho em sua própria viagem,
garrafa com uma mensagem,
olhar durando numa flor,
sem nome, secreta, selvagem.
Desterro, água bebida num trem,
peça incompleta, festa adiada, vertigem,
a cabeça sempre em alguém,
eu outro, eu todos, ninguém.
Rodrigo Garcia Lopes
3 comentários:
O que há de mais bonito nesse mundo virtual são estas pérolas que são publicadas aqui...é muito lindo este poema!
beijo
Momentos raros estes que contigo
passo, Linda Maria...
Raros e insubstituíveis!!!
Beijos pra ti, Amiga...
No coração!!!
Iza
Agradeço vossa visita.
Tudo o que eu puder compartilhar de mais bonito, aki estará com certeza.
Beijos de coração prá coração!
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