
Embalei-me e me entreguei
Fiz-me contente, numa embalagem de presente
Devolveste-me sem abrir, sem ver o conteúdo
Fez-se mudo, fez-se ausente
De volta, quebrada, dividida
Recolhi os pedaços, recompus
Colei onde foi possível, refiz peça perdida
Num quebra cabeças, no escuro, sem luz
Escondi-me num canto, curei feridas
Sem me importar com cicatrizes, saí
Fui pra rua, não estava pronta, tropecei
Muitas vezes, outras tantas cai
Mas o tempo, meu tempo presente
Traz-me de volta, faz milagres, cura
Minha alma, seca minhas lágrimas
E me recupera, tira-me da loucura
Olho, o sol que se põe, tarde que chega
Vida que vai, vida que vem, presente
Tempo presente, vivo meu presente
Mas não mais me dou de presente.
Fátima R. Batista
4 comentários:
Vida que vai, vida que vem, presente.
Es lo único que tenemos este instante.........
Muy bonito.
Besos:)
Olá Maria!
Para você este meu presente
um doce beijo nesse seu rosto
me pergunto: Será que o sente?
gostará? estará a seu gosto?
Beijos
Este poema é lindíssimo!!! Que bela escolha.
"No fim tu hás de ver que as coisas
mais leves são as únicas que o vento
não conseguiu levar:
um estribilho antigo,
um carinho no momento preciso,
o folhear de um livro de poemas,
o cheiro que tinha um dia
o próprio vento"
(Mário Quintana)
Desejo um lindo final de semana com muito amor, paz e carinho.
Abraços com todo meu carinho.
É muito bom,
quando caímos, e podemos colar tudo o que se partiu.
Seguir em frente olhando o sol que nos aquece...
Bom fim de semana.
:))Doce carinho
Postar um comentário