domingo, 15 de novembro de 2009

Sugestão


Não cegues o fio da tua lâmina
contra a pedra em que o tempo transformou
a flor antiga que inventei cantando
quando sequer chegada eras ao mundo.
Nem cultives o cardo do infortúnio
em veredas por onde eu caminhava
antes da tua mão na minha vida.
Não podes apagar o que já é cinza
nem afogar o que a água já levou.
Alguma sombra azul do que passou
vive no amor que nos abraça agora.
Não desperdices teu poder de luz.
Prepara, cada noite, a tua aurora.


Thiago de Mello

Um comentário:

Ricardo Calmon disse...

Thiago de Melo,meu mestre ,em infancia minha em Manaus,Amazonas,lindo M@ria Miga Nossa,Post flores esse!
Agrdeço aceite seu em seguidores pactuarmos,"(se poema és em construção,mama mia,"quando edificada e pronta estiveres,afffff!!!!)

PAZ E BEM!

VIVA VIDA!