
Há um vazio redondo
que fere o silêncio e os gritos
como escarpas estilhaçadas ...
Há um abismo redondo
na poeira dos meus passos
um precipício de mêdo
tecido na rotina dos dias...
Há um esgar de ausência
em cada noite encostado
como se esperasse
um pássaro por amanhecer...
Um cansaço de acuçenas
amarelecidas pelo tempo
sangrando as esperas na arena,
as Primaveras, subitamente feridas,
se extinguem num vazio redondo
como um grito contra o muro.
luizacaetano
(do livro Lisboa In Versos)
2 comentários:
E a Poesia é manto
Sobre a alma se estendendo
D'estrelas, luas e prantos
Sóis da meia noite
Asas do meu encanto!!!
Obrigada, Linda Maria!!!
Beijos muitos...
No teu terno coração, Amiga!!!
Iza
lindo af
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