sábado, 2 de junho de 2012
MARESIA
Era uma noite calma
era uma noite bela.
No céu navegava
um barco a vela,
ou era uma meia lua
pálida e nua???
Vagalumes cruzavam
e esvoaçavam,
entre estrelas luzentes
e espantadas,
que piscavam...piscavam
madrugadas...
o silêncio trazido pelo vento
tinha cheiro de alga e maresia
era uma noite calma,
era uma noite fria,
uma noite de pura fantasia...
LUNA
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Soneto 17
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
[William Shakespeare]
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são docesPorque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vidaE eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperadosPara que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoadaQue ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes
Vinícius de Moraes
quinta-feira, 29 de março de 2012
Amanhecer
Quero lavar-me, cada manhã, do homem velho,
da poeira velha, das palavras gastas, dos gestos rituais.
Quero que cada manhã, a alma desabroche do sono
como a rosa do botão, e surja como a aurora do oceano,
ao sorriso dos teus lábios, ao gesto de tua mão.
Quero me engrinaldar para a festa renovada com que cada dia nos convida.
Quero crer, a cada nova aurora, que esta é a definitiva,
a do encontro com a felicidade, a da permanência assegurada,
a de teu sim definitivo.
*Chico Xavier*
da poeira velha, das palavras gastas, dos gestos rituais.
Quero que cada manhã, a alma desabroche do sono
como a rosa do botão, e surja como a aurora do oceano,
ao sorriso dos teus lábios, ao gesto de tua mão.
Quero me engrinaldar para a festa renovada com que cada dia nos convida.
Quero crer, a cada nova aurora, que esta é a definitiva,
a do encontro com a felicidade, a da permanência assegurada,
a de teu sim definitivo.
*Chico Xavier*
quarta-feira, 14 de março de 2012
Enleio
mas fico tão absorto,
que nem me respondo...
Prefiro falar de ti,
só assim, tenho agitados arroubos
de afetos brandos.
Tens flores no sorriso;
no olhar, afagos solares...
Teu sereno semblante
desata as horas mortas,
cintila na solidão,
no vazio, no vago,
se estrela.
[Aedo]
que nem me respondo...
Prefiro falar de ti,
só assim, tenho agitados arroubos
de afetos brandos.
Tens flores no sorriso;
no olhar, afagos solares...
Teu sereno semblante
desata as horas mortas,
cintila na solidão,
no vazio, no vago,
se estrela.
[Aedo]
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Lindo, maravilhoso e belo!

Se a tua sensibilidade te faz perceber,
Toda a beleza do mundo, em sua criação,
Deus te fez poeta... e veja, ao te conceber,
Colocou o mundo dentro do teu coração!
Só o poeta se encanta com as estrelas,
Só o poeta sabe ouvir o som do mar...
Só o poeta faz as rimas; e ao concebê-las,
Traduz no poema o doce som do verbo amar.
O Planeta sobrevive - feliz ele anuncia,
Não se assossega o poeta; luta à cada dia,
Para mostrar as belezas que fez o Criador!
...Cada poeta é um anjo bom a cultivar o amor...
Poetas venham encher o mundo de esperanças,
Plantem seus versos no coração de todas as crianças!
[Mírian Warttusch]
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Silêncio de cada dia

Em cada dia
silêncios surgem
em retalhos de estrelas,
colhidos nas frestas
do meu inverno oculto
Sussurra a noite fechada
dentro de mim,
a palavra não respondida,
o passo lento da espera,
o caminho do tempo submerso
Represento a dúvida
do meu não saber,
as trilhas desfeitas do meu ser,
buscando o falar
distante do meu ouvir
Conceição Bentes
silêncios surgem
em retalhos de estrelas,
colhidos nas frestas
do meu inverno oculto
Sussurra a noite fechada
dentro de mim,
a palavra não respondida,
o passo lento da espera,
o caminho do tempo submerso
Represento a dúvida
do meu não saber,
as trilhas desfeitas do meu ser,
buscando o falar
distante do meu ouvir
Conceição Bentes
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Vozes Do Coração

A poesia declamada
ou a música cantada
são vozes do coração,
pois falam às nossas almas
inebriando nossa emoção.
Das profundezas de seu ser
os poetas e os letristas
rebuscam o seu sentir,
repassando para o mundo
a alegria que contagia o viver.
Escreventes mensageiros
do pensar e do formar;
com nossa arte majestosa
suavizamos vossos fardos,
vivificamos a dádiva do amar.
Somos sim, sensíveis,
que parecemos adivinhar
o que os outros
sentem o tempo todo,
mas, não sabem contar.
Todo poema é uma música,
toda letra é um poema,
mas sempre será o amor
entre todos os motivos a se compor
o nosso mais inspirador tema!
Antônio Poeta
sábado, 28 de janeiro de 2012
Caindo a tarde rosada...

Caindo a tarde rosada,
Num barquinho de papel,
saí procurando sonhos
de verdes esmorecidos,
lilazes assombreados...
E tudo se confundiu...
O meu caça borboletas se encantou!
Voava amparando estrelas,
que bailando pisca pisca,
se esparramavam pingando
brilhantes iluminados,
que cantavam
em derredor.
E a luz do candeeiro
que sossegado espreitava,
se assustou e acendeu no abraço dado
de estrelinhas brincalhonas
na noite que então chegava.
E a lua , de longe sorria, se divertia
com a algazarra da magia...
Gaiô
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O Bêbado e A Equilibrista ==
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...
A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil.
Meu Brasil!...
Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...
Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...
Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...
Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...
Elis Regina
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...
A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil.
Meu Brasil!...
Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...
Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...
Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...
Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...
Elis Regina
domingo, 8 de janeiro de 2012
Amigos

Tenho amigos que não sabem o
quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes
devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais
nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela
se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e o quanto
minha vida depende de suas existências ....
A alguns deles não procuro, basta-me
saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir
em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com
assiduidade, não posso lhes dizer o
quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão ouvindo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta
que os adoro, embora não declare e
não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem
noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte
do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do
meu encanto pela vida.
Se um deles morrer,
eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam,
eu rezo pela vida deles.
E me envergonho,
porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos
sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de
lugares maravilhosos, cai-me alguma
lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome
e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
No ano novo, quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uns dos outros. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente. Bem mais do que nos outros, quero ter atenção com relação ao que sinto, ao que vejo, ao que propago. Mais cuidado para não me intoxicar com os apelos do medo e do pessimismo, tão divulgados nesses nossos tempos. Usufruir mais a sábia isenção que nos permite continuar a ver o melhor para a nossa vida e para a vida de todos os seres, apesar de tudo. Não me importa se eu olhar na contramão: quero ter a coragem de sustentar a minha crença de que o amor, a paz, a luz, hão de prevalecer na Terra, e, enquanto isso não acontecer, quero dirigir também a minha energia ao propósito de que prevaleçam em mim. Bem mais do que nos outros, eu quero me sentir feliz. Uma felicidade que não está condicionada à realização das coisas que, particularmente, anseio para mim. Para a minha história nesse mundo. Para esse personagem que eu visto. Quero, antes de qualquer outra razão, me sentir feliz por encontrar descanso e contentamento no meu coração. Por tocar com o sentimento a preciosidade da vida. Por saber que existem coisas para eu realizar enquanto estou por aqui. Por acreditar que a maior proposta da idéia humana é a felicidade. Não importa quantas nuvens eu possa ter que dissipar no ano que começa: gente, por natureza, é sol, e eu quero viver esse lume.
Ana Jácomo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Para ti
Se eu não chegar a tempo
Se eu não resistir até o próximo dia
Se eu embarcar sem aviso
Seu eu tomar chá de sumiço
Guarde esse pequeno escrito
Que pode até não ser bonito
Mas que fiz pensando em você
Então, se eu desaparecer
Lembre de relê-lo sempre
Para não esquecer da gente
Para me manter viva em ti
Relembrar da forma que sorri
Enquanto te escrevia esse verso.
Cáh Morandi
Se eu não resistir até o próximo dia
Se eu embarcar sem aviso
Seu eu tomar chá de sumiço
Guarde esse pequeno escrito
Que pode até não ser bonito
Mas que fiz pensando em você
Então, se eu desaparecer
Lembre de relê-lo sempre
Para não esquecer da gente
Para me manter viva em ti
Relembrar da forma que sorri
Enquanto te escrevia esse verso.
Cáh Morandi
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Oferta
Trago-te flores, velas perfumadas...
Trago taças, perfumes e iguarias...
Cordas de violino, melodias,
E promessas de horas sossegadas....
E bombons de licor, rosas beijadas...
Mascara de festim... Alegorias...
Delírios de nudez e fantasias
No rodopio das danças sagradas...
Eu trago o vinho numa ardente entrega....
- Esse sangue que das noites se rega
No estrondo colossal das alegrias...
E trago a jura de um olhar que espelha;
Um livro santo, uma flor de camélia...
...Trago-te estrelas, sonhos e poesias!
(Paulo Mauricio G. Silva)
Trago taças, perfumes e iguarias...
Cordas de violino, melodias,
E promessas de horas sossegadas....
E bombons de licor, rosas beijadas...
Mascara de festim... Alegorias...
Delírios de nudez e fantasias
No rodopio das danças sagradas...
Eu trago o vinho numa ardente entrega....
- Esse sangue que das noites se rega
No estrondo colossal das alegrias...
E trago a jura de um olhar que espelha;
Um livro santo, uma flor de camélia...
...Trago-te estrelas, sonhos e poesias!
(Paulo Mauricio G. Silva)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Faz Frio
Faz frio na minha cama
Faz frio por todo o meu quarto
A lua some no horizonte
Estrelas fazem nuvens de cobertor
O mar parece um imenso iceberg
Na incerteza da chegada do amor
Olhares tristes
Corpos em noites desertas
Paisagens opacas
Almas congeladas e encobertas
Uma folha rola perdida
Pelo inverno
E um vento cortante entre montanhas
Deixa distante todo sonho de ser feliz
Um beijo que já não vem
O amor ficou perdido
No corpo quente de alguém
Hoje meu verso é perdido
A inspiração se acabou
Uma ultima estrela que no céu brilhava
Enfim se apagou.
Everson Russo
Faz frio por todo o meu quarto
A lua some no horizonte
Estrelas fazem nuvens de cobertor
O mar parece um imenso iceberg
Na incerteza da chegada do amor
Olhares tristes
Corpos em noites desertas
Paisagens opacas
Almas congeladas e encobertas
Uma folha rola perdida
Pelo inverno
E um vento cortante entre montanhas
Deixa distante todo sonho de ser feliz
Um beijo que já não vem
O amor ficou perdido
No corpo quente de alguém
Hoje meu verso é perdido
A inspiração se acabou
Uma ultima estrela que no céu brilhava
Enfim se apagou.
Everson Russo
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Nas Eras d’ Ela
Estrela dos meus céus e dos meus delírios,
Fonte de meus desejos e da minha paixão,
Flor que entre os espinhos me reluz os lírios,
Vida de minha vida e do meu coração...
Lua de cor plena, luz dos meus martírios...
Água de minha sede a me banhar as mãos,
Anciã dos meus pecados e dos meus satírios,
Eis a minh’ alma em sua imensidão...
Fazeis d’ ela unção, que de mim és santificada.
Oh rosa de acalanto e amortalhada,
Amor de meus amores aos céus perdidos...
Vida que me és estrela aos sonhos loucos
Nada te és em vão, nem tempos são cavoucos,
Eis que n’ outro ressurge o teu amor antigo...
(Poeta Dolandmay)
Fonte de meus desejos e da minha paixão,
Flor que entre os espinhos me reluz os lírios,
Vida de minha vida e do meu coração...
Lua de cor plena, luz dos meus martírios...
Água de minha sede a me banhar as mãos,
Anciã dos meus pecados e dos meus satírios,
Eis a minh’ alma em sua imensidão...
Fazeis d’ ela unção, que de mim és santificada.
Oh rosa de acalanto e amortalhada,
Amor de meus amores aos céus perdidos...
Vida que me és estrela aos sonhos loucos
Nada te és em vão, nem tempos são cavoucos,
Eis que n’ outro ressurge o teu amor antigo...
(Poeta Dolandmay)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Amanhecer
E é quando amanhece
que o canto das águas toca os mares
e o horizonte se abre ao dia que nasce
que os pássaros tem o dom de pensar
e os abissais buscam um raio de luz
no profundo do oceano.
E nesta hora de encantamento
onde cada ser renasce um pouco
na imensidão de um cosmo iluminado
qualquer palavra pronunciada se fará eco
e se num instante assim eu disser te amo
minhas palavras logo serão ouvidas
por isso me calo.
Lou Witt
que o canto das águas toca os mares
e o horizonte se abre ao dia que nasce
que os pássaros tem o dom de pensar
e os abissais buscam um raio de luz
no profundo do oceano.
E nesta hora de encantamento
onde cada ser renasce um pouco
na imensidão de um cosmo iluminado
qualquer palavra pronunciada se fará eco
e se num instante assim eu disser te amo
minhas palavras logo serão ouvidas
por isso me calo.
Lou Witt
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Folhas Esparsas
Sinto: - tua aura nesta geografia,
Vi na moldura uma ribalta!...
Amei a cada letra, tua alma;
tenho páginas, frutos da magia!
Na tua voz rica há muitas sintonias,
cada vocábulo é de esmeralda;
Nas letras o coração se acalma;
o perfume levou noites vazias...
Do Céu astros pululam na varanda
procuro as estrelas que emanam!...
... e todo firmamento sei de cor...
Mergulho em pensamentos profundos...
Penso...Penso: - Ah, como estará o mundo
da minha alma gêmea, meu grande amor?...
Machado de Carlos
Vi na moldura uma ribalta!...
Amei a cada letra, tua alma;
tenho páginas, frutos da magia!
Na tua voz rica há muitas sintonias,
cada vocábulo é de esmeralda;
Nas letras o coração se acalma;
o perfume levou noites vazias...
Do Céu astros pululam na varanda
procuro as estrelas que emanam!...
... e todo firmamento sei de cor...
Mergulho em pensamentos profundos...
Penso...Penso: - Ah, como estará o mundo
da minha alma gêmea, meu grande amor?...
Machado de Carlos
sábado, 5 de novembro de 2011
Sentidos

O meio termo já não me satisfaz.
Nem pessoas máximas vazias
Nem as ínfimas cheias de mais.
Se por isso me sentencias
Se não me compreendes mais
Digo-te novamente:
É a essência que busco!
Um coração cheio de gente
E não gente cheia de razão.
Quero a carne o osso, a alma
Quero tudo intensamente.
Quero dessa louca vida calma
Desde o fruto
Até a semente!
Carolina Salcides
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Poema Verso e Prosa
Minha vida é um poema,
um poema de verso livre;
Um poema sem refrões
de rimas arranjadas...
Um poema despojado,
feito de palavras inventadas.
Despido da adornada estrutura,
da rima fria e dura...
Minha vida é poesia escrita;
que se escreve e que escreverei...
tendo as marcas das paixões
dos desejos e desilusões...
Minha vida é escrita
em cada momento
de alegria
ou desalento...
Minha vida é poesia viva...
Minha Vida é Poema
Verso e prosa.
Lúcio Tércio M. Alencar
um poema de verso livre;
Um poema sem refrões
de rimas arranjadas...
Um poema despojado,
feito de palavras inventadas.
Despido da adornada estrutura,
da rima fria e dura...
Minha vida é poesia escrita;
que se escreve e que escreverei...
tendo as marcas das paixões
dos desejos e desilusões...
Minha vida é escrita
em cada momento
de alegria
ou desalento...
Minha vida é poesia viva...
Minha Vida é Poema
Verso e prosa.
Lúcio Tércio M. Alencar
sábado, 8 de outubro de 2011
Detalhes
Imaginar-te nos braços de outrome faz colérico e quase louco.
Sinto-me o mais tolo dos tolos,
o maior de todos os imbecis.
Meu Deus, quanto sinto,
me sentir assim.
Por vezes rancoroso,
te odeio, como se só tu
fosse culpada pelo fim.
A ti não faltarão belos homens,
e a mim, lindas mulheres.
Mas como nos portaremos
com outro corpo, outro cheiro,
com outra voz, outra pele,
outros lábios, outros olhos?
Será que nos acostumaremos?
Será que nos abrangeremos?
Será que nos regozijaremos?
Não sei, não sei de mais nada.
De outro modo, sei sim:
Sei que te amo bem mais
do quanto amo a mim.
Sei que queria acordar e ver
que tudo foi só um sonho,
um pesadelo muito ruim:
“Detalhes tão pequenos de nós dois,
são coisas muito grande pra esquecer...”
Antônio Poeta
sábado, 1 de outubro de 2011
Ser poeta
Ser poeta é sentir o aromada flor a enlevar os sentimentos
é sentir um halo de luz a iluminar
os seus pensamentos...
É meditar e transcender ao cosmos
infinito buscando inspiração
para o belo versejar de seus temas
falando de sentimentos que tocam
ao coração...
É falar da dor e do pranto...
do desespero e da esperança...
do acalento e do acalanto...
do amor e temperança...
É sentir no peito amor profundo
mantendo acesa a chama da amizade
distribuindo ternura pelo mundo
na mais plena e pura simplicidade...
Ser poeta é amar a natureza
criação divina de primeira grandeza
ouvir o encanto do canto do rouxinol
vindo do arrebol...
Ser poeta é ser tocado pela música suave
a embalar seus sonhos em noite de luar
é sentir o espírito leve no ar
como as espumas no mar.
Ser poeta é sobretudo acreditar
na luz divina que ilumina o seu caminho
na ponta da pena a abençoar
a sua sensível alma de passarinho.
Elias Akhenaton
domingo, 25 de setembro de 2011
Mimo "M@ria & M@ria
http://www.marialbozolipoesias.blogspot.com/É com imenso carinho que hoje venho lhes oferecer este selinho.
Venham buscá-lo !Beijos de coração prá coração....M@ria
domingo, 18 de setembro de 2011
Ecos da Alma
Os ecos da tua alma ecoamEm melodias lúdicas
Na cadencia de um olhar enternecido
Visualizo o teu sorriso quente da paz
Emanada do teu corpo
Por um momento fugaz
Prevalece a junção de sentires
As tempestades evaporam-se
O azul cristalino brilha
Na noite iluminada
Pelas estrelas brincalhonas
As palavras deslizam dançarinas
Em frases afagadas pela ternura emergente
E nos caminhos livres de pedras aguçadas
Florescem flores campesinas
Perfumando o ar de doces brisas nocturnas
Transformando o silencio
Em acordes de violino vibráteis …
Estremecendo o tempo fugaz de nós
Só a musica permanece em elos de ligação
Da distancia mensurável das vidas
No cume da existência imortal
No azul brilhante do cosmos longínquo
(Liliana Jardim)
sábado, 10 de setembro de 2011

Hoje, ao acordar, logo olhei pela janela...
Vi flores tão lindas, tal qual lúcida quimera
E uma borboleta no papel de sentinela,
A mim anunciava: Já chegou a primavera!
E assim abriu suas asas, bocejando uma canção,
Voou à minha frente, acompanhei com meu olhar.
O desenho de suas asas, tão perfeito em seu padrão,
Lembrava-me os lírios e a sua perfeição.
Orquídeas,girassóis, tulipas, lindas rosas,
Crisântemos tão sérios, hortências mais dengosas,
Margaridas lindas, violetas majestosas,
Dançavam pros meus olhos, e encantavam minha vista,
Fazendo-me entender que esta cena imprevista,
Era um prenúncio bom! A obra-prima de um Artista.
Wesley de Andrade
E uma borboleta no papel de sentinela,
A mim anunciava: Já chegou a primavera!
E assim abriu suas asas, bocejando uma canção,
Voou à minha frente, acompanhei com meu olhar.
O desenho de suas asas, tão perfeito em seu padrão,
Lembrava-me os lírios e a sua perfeição.
Orquídeas,girassóis, tulipas, lindas rosas,
Crisântemos tão sérios, hortências mais dengosas,
Margaridas lindas, violetas majestosas,
Dançavam pros meus olhos, e encantavam minha vista,
Fazendo-me entender que esta cena imprevista,
Era um prenúncio bom! A obra-prima de um Artista.
Wesley de Andrade
domingo, 4 de setembro de 2011
FLORES
Devolvo-te as flores
que, escondido
enquanto a noite
enchia-se de estrelas
e tu de sonhos,
roubei de ti
para me perfumar,
Jardim Perfumado
que és.
E agora,
já perfumado de deusas,
devolvo-as
com o néctar
que emprestei
das abelhas rainhas
e com os beijos meus,
cuja fórmula doce
aprendi com o beija-flor.
Devolvo-as sem mais nada.
Apenas
espero que o silêncio
acomode-se entre os vácuos das palavras
e os sentidos as transparentem.
Oswaldo Antônio Begiato
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
De lá!
De órion,
Chegam-me noticias tuas,
As que esperei,
Por todos esses séculos,
Enquanto chutava pedras,
Pelo infinito deserto de minh’alma;
No entanto cultivei a fé,
E na abundancia de dias de sol,
Pavimentei o caminho dessa saudade,
E a ti retornei em pensamentos,
Em encontros fugazes,
Entre minha e tua alma;
De sorte que agora,
Pressinto tua chegada,
Posto que de ti já sinto o perfume,
Aquele mesmo que me embriagava,
Em noites enluaradas de amor!
Santaroza
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Namorar
Que fascínio é namorar!
Andar abraçadinhos a passear,
Beijar na boca, se acariciar,
Agradar, só por agradar.
O namoro é a maga fase
Da puberdade da relação,
É quando palmilhamos a nossa
Mais íntima e intrínseca descoberta.
É o sentimento do firmamento,
A formação da convicção
De que somos um par, ou não.
Em verdade, a corte é o tempo
E o templo da contemplação.
É o coração de porta aberta,
Como semideus da adoração,
Enfim, é a prefação da paixão
O namoro é ainda, a câmara
Que ensaia o romantismo,
Que nos checa o proceder,
Que nos revela um ao outro,
Que mostra como vamos ser:
Como vamos nos portar e
Importar com aquela a quem
Vamos amar.
O ideal seria noivar sem perder o cativar, E casar sem perder o entusiasmar
O namoro não devia, jamais terminar.
O noivar, seria o namoro maduro,
O casar, o namoro eterno
As bodas de prata e as de ouro,
Seriam apenas, aniversários do namorar!
Antonio poeta
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A LIÇÃO DAS FLORES
Falavam dos beija-flores
Que lhes visitavam todas as manhãs
De certo modo,
Eles eram-lhes um toque de carinho...
E a margarida disse a violeta,
Não podemos esquecer as borboletas
Elas pousam, delicadamente,
Sobre nossas pétalas no entardecer...
E a rosa falou baixinho:
Não há como não falarmos
Do afago dos passarinhos
Levam nossas sementes além dos rios,
E trazem aos nossos pés um raminho.
Devemos pensar como as flores,
Valorizar todas as pessoas que nos cercam
Cada uma, em sua essência,
Nos doam um pouco de si.
Sirlei L. Passolongo
Que lhes visitavam todas as manhãs
De certo modo,
Eles eram-lhes um toque de carinho...
E a margarida disse a violeta,
Não podemos esquecer as borboletas
Elas pousam, delicadamente,
Sobre nossas pétalas no entardecer...
E a rosa falou baixinho:
Não há como não falarmos
Do afago dos passarinhos
Levam nossas sementes além dos rios,
E trazem aos nossos pés um raminho.
Devemos pensar como as flores,
Valorizar todas as pessoas que nos cercam
Cada uma, em sua essência,
Nos doam um pouco de si.
Sirlei L. Passolongo
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