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terça-feira, 14 de junho de 2011

CAMINHOS...CAMINHOS...


Caminhos que se foram e vieram
Caminhos em que andei, andarilhei,
Caminhos que por certo ainda me esperam
E por certo caminhos que ainda irei.

Sei bem! Estes caminhos muitos eram
Apenas uns atalhos e desviei,
Porém estes desvios só me deram
A certeza de que pouco ainda andei.

Andar preciso mais é o que sinto,
Mesmo que haja escarpas e ladeiras
E mesmo em intrigantes labirintos.

Talvez, andando assim, eu veja indício
(Por mais que tenha a vista nevoeira)
De quando é uma reta, ou precipício.

Jenário de Fátima

sábado, 8 de maio de 2010

SER MÃE


Ser mãe é muito mais que o dom sagrado
De gerar,de parir,de dar a luz.
E a leveza desse nome sempre induz
A um mundo de entrega e de cuidado

Ser mãe é estar perto, estar ao lado
É ser ombro, ser amparo, ser luz.
É um ser guia de um destino que conduz
A um mundo de amor inexplorado.

Tem mãe que é avó ou outro alguém
Que ao querer dividir o amor que tem
Se entrega à grandeza da adoção.

E neste gesto há por certo tanto brilho
Que ali pouco importa se seu filho
Foi gerado no útero ou no coração.


Jenário de Fátima

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

CIRANDA


Meu coração andarilho
Vagou por tanto caminho.
Tanta curva, tanto trilho,
Tanta rota em desalinho.

Tanta luz de pouco brilho,
Tanta flor de muito espinho.
Tanto beijo maltrapilho,
Tanta cama sem carinho.

Tanta gente ao derredor,
Tantas vezes eu tão só
Te chamei desesperado.

Até que num belo dia,
Fez-se a mais louca magia
E eu acordei do teu lado...

Jenário de Fátima