E queixou-se o Querubim
que no céu havia nuvens
E queixaram-se as nuvens
que anjos pousavam nelas...
E enquanto todos queixavam-se
o serafim brincava no céu
com uma rosa na mão...
Parecia distraído, o anjo
mas na cinta de ouro portava
uma harpa bela e brilhante
era o som que tocava
o amor do mais alto, distante...
Enquanto a humanidade chorava
o anjo no céu tocava
uma melodia feliz
que nem todo coração ouvia
Pois que só ouve o som do amor
aquele que olha a flor
e lembra que em sua morada
o som do anjo e a enxada
são antagonismos existenciais
nas mãos do bom pastor...
Mando Mago Poeta
Mostrando postagens com marcador Mando Mago Poeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mando Mago Poeta. Mostrar todas as postagens
domingo, 22 de maio de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
És minha musa
A chama que aquece meus versos,o sorriso de minha poesia,
o calor de meus poemas...
És a inspiração que dormia,
a realidade de meus sonhos,
os sonhos de minha mocidade.
E vou descalço pelo caminho,
sentindo o cheiro da terra molhada
com a lembrança tu, minha amada!
E uns versos cantando sem pensar em mais nada...
Quando sentires o perfume do campo,
entrando pela sua janela,
será minha canção mais bela
sonhando com sua chegada...
Mando Mago Poeta
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Encanto do rio

É encanto do rio, as espumas,
que nas pedras saltam felizes,
Encanto que passeia em minh'alma,
em uma correnteza de luz...
Em que levas minha poesia,
Meu poema sentido e faceiro,
Nos pés dos pássaros enrroscando,
dos galhos levando sementes...
É encanto e magia,
da vida que há em mim...
é o gesto divino passeando
no meu ser, em forma de poesia...
Lavando minhas memórias,
semeando meus desejos,
nos recôndidos dos sentidos,
se me lembro, são lampejos...
O mesmo rio que brota em mim,
como lágrima feliz,
derram-se em cascata,
nos meus sonhos de criança,
Carrega minha mais profunda emoção!
Mando Mago Poeta
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Vento

Não queira dizer o que eu sinto,
Não se imponha ao meu coração,
Sou o que sempre fui, " o vento ",
Que sopra nos corredores do labirinto.
Quem me viu, nas montanhas andou,
Nos altos montes sentiu meu toque
Brisa ou vento leve soprou...
Mas nunca, na verdade me tocou.
Não sou mais o vento do mar,
Que sopra os casais no calçadão...
Sopro a verdade doída no ar
E por ela me caçam sem perdão.
Se me sente tua pele tocar,
Respeite minha natureza,
Não tente a mim trancar
Não tenho imagem, ou beleza...
Sou apenas a brisa constante,
pura força e sutilesa
Ainda que me queira amante,
sou peso da dor, do amor a levesa...
Mando Mago Poeta
Assinar:
Postagens (Atom)
