Mostrando postagens com marcador Mário Quintana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mário Quintana. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Canção da Primavera


Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Catavento enloqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!


Mario Quintana

terça-feira, 6 de julho de 2010

Amar


Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados
desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada
nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.

(Mário Quintana)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ESPERANÇA


"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenes
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
- ó delicioso vôo!
Será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança ...
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA ...."


(Mário Quintana)


Feliz 2010 e muita esperança para todos.
Amo voces meus amigos, não importa que estejam longe ou perto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Saudade


Via você na janela na distância,
na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.
Via você no ontem , no hoje, no amanhã...
Mas não via você no momento.
Que saudade...


Mário Quintana

sábado, 19 de setembro de 2009

Canção do amor imprevisto


Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca
De madrugada, com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem
compreender nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho
inútil aonde viessem pousar os passarinhos.


Mário Quintana