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domingo, 4 de setembro de 2011

FLORES


Devolvo-te as flores
que, escondido
enquanto a noite
enchia-se de estrelas
e tu de sonhos,
roubei de ti
para me perfumar,
Jardim Perfumado
que és.

E agora,
já perfumado de deusas,
devolvo-as
com o néctar
que emprestei
das abelhas rainhas
e com os beijos meus,
cuja fórmula doce
aprendi com o beija-flor.

Devolvo-as sem mais nada.

Apenas
espero que o silêncio
acomode-se entre os vácuos das palavras
e os sentidos as transparentem.


Oswaldo Antônio Begiato

quinta-feira, 3 de junho de 2010

FLOR BRANCA


Que você nunca se aparte
Da delicada orquídea branca
Que traz em seus cabelos;
Pedra rara em jóia única.

Que você nunca ceife
Seus cabelos alongados
Que lhe cingem a cintura;
Mistério feminino do existir.

Que você nunca negue
Sua cintura às minhas mãos;
Elas ainda têm o brando perfume,
Da orquídea branca que lhe ofertei.

Que você nunca se aparte
Da imaculada orquídea branca
Que traz em seus cabelos;
Insígnia de meu devotamento.


Oswaldo Antônio Begiato

quinta-feira, 6 de maio de 2010

FLOR-DE-MAIO


Na minha terra
onde, em dezembro,
as uvas se despertam princesas,
amanhadas que são pelas manhãs,
o céu de maio,
embriagado que é pelas transparências,
volta a ser príncipe de um reino
imaculadamente azul.

Todos meus tormentos e turbilhões
transmudam-se em contemplações
e olhares serenos,
na direção sul;
céu de brigadeiro
toma-me nos meus infinitos,
por inteiro,
e me faz nascer asas
em forma de triângulos escalenos.
Eu vôo. Vôo extasiado.

Coisa linda!
Coisa linda como lindas
são todas as coisas de maio;
especialmente a flor.


Oswaldo Antônio Begiato

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BRISA DO TEMPO


Primeiro era um banco
Frente ao mar calmo.
Sentados nele, calmos,
Dois marinheiros,
Que dividiam a mesma alma,
Falavam de amores passados
Que nunca passaram.

O mais velho tinha um porto em cada amor,
O mais moço tinha um amor em cada porto.

Havia neles uma solidão
Que o mar não continha.

No dia seguinte era um banco
Impregnado de vazios,
E um navio à procura de um porto
Que pudesse lhes conter a alma.


Oswaldo Antônio Begiato

terça-feira, 20 de outubro de 2009

IMPOSSÍVEL


Quero pra mim nesse amanhecer
A boca cheia d’aguardente,
Os olhos cheios de paisagens,
Os ouvidos cheios de bemóis,
E um sorriso que seja eterno.

Quero pra mim nesse entardecer
Uma melancia vermelhinha,
Um mar repleto de horizontes,
Uma pauta e uma clave de sol,
Nos dentes a brancura d’alma.

Quero pra mim nesse reencontro
O beijo ávido e imaculado,
A nudez santa e pecadora,
A melodia impertinente,
E uma alegria inescusável.

Quero pra mim, mesmo morrendo,
A tua mais preciosa presença.


Oswaldo Antônio Begiato

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

FLORES


Devolvo-te as flores
que, escondido
enquanto a noite
enchia-se de estrelas
e tu de sonhos,
roubei de ti
para me perfumar,
Jardim Perfumado
que és.

E agora,
já perfumado de deusas,
devolvo-as
com o néctar
que emprestei
das abelhas rainhas
e com os beijos meus,
cuja fórmula doce
aprendi com o beija-flor.

Devolvo-as sem mais nada.

Apenas
espero que o silêncio
acomode-se entre os vácuos das palavras
e os sentidos as transparentem.


©Oswaldo Antonio Begiato.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

FLOR BRANCA



Que você nunca se aparte
Da delicada orquídea branca
Que traz em seus cabelos;
Pedra rara em jóia única.

Que você nunca ceife
Seus cabelos alongados
Que lhe cingem a cintura;
Mistério feminino do existir.

Que você nunca negue
Sua cintura às minhas mãos;
Elas ainda têm o brando perfume,
Da orquídea branca que lhe ofertei.

Que você nunca se aparte
Da imaculada orquídea branca
Que traz em seus cabelos;
Insígnia de meu devotamento.


Oswaldo Antônio Begiato