domingo, 11 de outubro de 2009

O que te trago!


Trago-te versos,
Por certo querias beijos,
Mas trago-te versos,
Pois carregam mais que ensejos!

Trago-te meus versos,
Pois neles estão meus desejos,
Trago-te em versos,
Todos os meus beijos!

Trago-te versos,
Que saíram de além mar,
Trago-te versos,
Onde conjugo o verbo amar!

Pois trago-te versos,
Carentes e a suar,
Trago-te versos,
Sedentos por te beijar!


Santaroza

Como quem procura a alma


No caminho tão silente do sem fim...
Parti com anjos, na verdade: Serafins!
Pela estrada, fui além de uma jornada...
Fui além céus, muito além da encruzilhada.

Passei por mundos, visitei os submundos;
Os esquecidos, sentimentos mais perdidos.
Vi céu azul, infinitas madrugadas;
Vi sóis e luas... vi estrelas prateadas.

Mas não te vi, nessa minha caminhada;
Mesmo sabendo que estava pela estrada.
Em nenhum céu que passei vi minha amada.
Eu não te achei, foi em vão minha jornada.

Eu fui com anjos, Serafins - sempre ao meu lado;
Te procurando realmente passo a passo.
Na estrada do amar com toda calma...
Te procurei como quem procura a alma


Adriano Húngaro

O QUE EU PROCURO ...


O que eu procuro esta dentro do seu coração!
refletido no brilho do seu olhar
o que eu procuro esta no seu semblante
no seu sorriso de pérola,esta na sua pele de pêssego
o que eu procuro esta na sua simplicidade
esta nos gestos humildes na sua maneira,
de tratar as pessoas no seu amor ao próximo
o que procuro esta na sua alma.
refletido na sua alegria de viver
o que eu procuro e tentar imitar
este seu estilo pra me sentir uma pessoa melhor


ERNANE REZENDE

Um carinho em agradecimento a sua amizade!

sábado, 10 de outubro de 2009

NOTURNO


Ah!... a saudade que vou sentindo, é mágica.
É uma fresta enfeitiçada, seja na noite
pelas estrelas luzentes, brilho e beleza,
de dia,raio de Sol dourando o céu de realeza!

Ah, um Fascínio Romanesco, por este céu,
banquete da Noite, vestindo meus Sonhos
de Noturnos, bendizendo, teus Sonhos
com pompas, sinfonias de estrelas com véus!

Tanta veemência, tanto Amor, posso eu ter!
Vais desenhando todo céu , deixando rastros,
que envolvem de esperanças os Sonhos...

Sonhos que inebriam, meigos Noturnos,
sedução e lume que exalam pela noite
ao brilho do Luar que nos enfeitiça na noite!


(Efigênia Coutinho)

Alma encantada....


Vós...alma de tanta pureza
Que em ternura...me visitais
Com tanta doçura me olhais
Oferecendo-me a vossa beleza!

E de mim podereis ter a certeza
Que meu coração... vós acelarais
Nas doces palavras que me dais
Me retirando toda a possivel tristeza!

Oh alma feminina tão acolhedora
Que me trazeis a vossa leveza
De ser mulher tão encantadora...

E a vós verso com toda a clareza
Versos de minha alma inspiradora
Pelo vosso encanto, de princesa! (MARIA)


Loucopoeta

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

REAL OU VIRTUAL? EIS A QUESTÃO...


Não me canso de olhar pra esse rosto,
Como se eu fosse um telescópio
Na dúvida
quanto à descoberta de um novo planeta.

Perco noites e dias
tentando decifrar através de teclas
o que esta nova face representa para mim.
Se apenas uma atração passageira,
Tipo a aparição de uma estrela cadente,
Ou se um sólido amor à primeira vista.

De minha parte eu pareço mais é
um devoto de Nossa Senhora de Nazaré,
Que com os olhos fixos na imagem
Em profundo silêncio
faz a promessa:
O pobre coração pede pra Deus
muito mais que uma simples amizade.

Por isso se de um lado,
da musa, o poeta conforma-se com a inspiração,
do outro, o homem, perdido no deserto,
Anseia por um rio que seja de verdade,
Ao invés de correr em vão
atrás de miragem.


Jorge Lima

Saudade


Via você na janela na distância,
na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.
Via você no ontem , no hoje, no amanhã...
Mas não via você no momento.
Que saudade...


Mário Quintana

Meu Doce Amor...


À distância nos separa,
Mas, ‘longe’ para quem ama,
Não existe.
É apenas uma questão de tempo...
No entanto, por enquanto,
Assim estamos...
Distantes dos olhos,
Distantes dos corpos,
Distantes das mãos,
Distantes das carícias,
Distantes, sim
Embora apaixonados amantes
Assim, como o Sol e Lua,
Mas sinto-o tão perto de mim,
Perto do meu peito,
Perto da minha alma,
Nos meus sonhos tu sempre estás!
E no amor, meu doce amado,
Unidos, sempre estaremos!


Paty Padilha

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O teu riso


Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.


Pablo Neruda

Sou isso!


Você me pensa e me constroe,
Mesmo tempo que me destroe,
Posto que se me mudas,
O meu eu é que desnudas.

Se seu olhar não sabe ver,
Então é preciso crer,
Não é preciso tatear,
Só é preciso enxergar.

Idealizar é perigoso,
Não sou um ser gasoso,
Fui moldado e construído,
Tenho que ser entendido.

Não posso ser seu rascunho,
Riscado a próprio punho,
Eu não sou seu pensamento,
Sou o que sou! Lamento.


Santaroza

"VEM VER O MAR"


“Olha, vou ver o Mar!
queres vir?

Vou aquecer
minh`Alma fria
estendê-la no Sol
deste dia triste
ausente de girassóis


Dialogar com as gaivotas
uma saudade de asas cortadas

Inventar a liberdade
e soltar o riso
por entre as grades

Há cheiros no ar
E a maresia
Desperta regressos

Vem!
Vamos dançar as ondas
perfumadas de maresia.”


luizacaetano

Versos de nós...


O sol do céu não cairá
e tuas lágrimas sempre hão de molhar
teus olhos.
Teu coração há de sempre amar
ou sofrer por amor
e inda com a dor,
fazer alegres versos.
E essa tua vida sendo um rio
sempre correrá ao mar
e em tua alma hei de buscar
bastantes nexo.
Jamais peças à tua alma
para deixar de amar-me
e como se de um poema a retirasse
deixar de ser meu melhor verso.


Paulino Vergetti Neto

É Tempo Do Nosso Tempo


Não me lembro bem o tempo
em que nossa história começou;
sei o que você me diz: Que foi você
primeiro, que me viu e me quis.
Mas bastou eu também lhe ver
e ao mesmo tempo, lhe querer.
Parece que Papai do Céu
mandou cegar e emburricar
todos os outros homens,
até chegar o derradeiro
tempo, para eu me achegar.
Agora, é comigo e com você,
só depende de nós dois,
darmos provas a nós e ao
mundo, que tudo tem um
tempo, e que nada ocorre
bem antes ou mais depois.
Esse é o nosso tempo, tempo
de recuperarmos o tempo,
e sararmos nossas cicatrizes.
Esse é o nosso tempo, tempo
de fincarmos nossas raízes,
tempo de ficarmos juntos e
todo o tempo, sermos felizes.
.

Antônio Poeta

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"VAZIO REDONDO"


Há um vazio redondo
que fere o silêncio e os gritos
como escarpas estilhaçadas ...

Há um abismo redondo
na poeira dos meus passos
um precipício de mêdo
tecido na rotina dos dias...

Há um esgar de ausência
em cada noite encostado
como se esperasse
um pássaro por amanhecer...

Um cansaço de acuçenas
amarelecidas pelo tempo
sangrando as esperas na arena,

as Primaveras, subitamente feridas,
se extinguem num vazio redondo
como um grito contra o muro.


luizacaetano
(do livro Lisboa In Versos)

A Poesia nasce em mim....


A poesia nasce em mim
Assim como nasce a fantasia
Assim como nasce a flor
No jardim de quem planta
Assim como nasce o dia
Da vida de quem ama

Em meio a fadas e carinho
Amizades e elogios
Ela nasce feliz sorrindo
No papel que ainda em branco a espera
Assim como o nasce dos sonhos
Na vida de quem ama

O eu ser pessoa fada
inicia a escrever
A inventar versos meus
Na pensamento ainda lento
Assim como fazem os poetas
Na vida de quem compõe


Ana Beatriz Nascimento

As Borboletas Brancas


As borboletas brancas
de vida tão breve
fogem duas a duas
entre o azul e o verde.
Tão paralelamente
e tão iguais de longe
(uma é a outra, uma é a outra...).
Ambas da mesma forma
e do mesmo tamanho,
ambas com o mesmo ritmo.
(uma é a outra, uma é a outra...).
o ar separa-as nos ares,
como um reflexo na água,
uma é a outra, uma é a outra.
Flores de duas pétalas,
logo de quatro, de oito...
(uma e outra, uma e outra...).

Cada uma agora é dupla,
todas duas são uma...
chegam, juntam-se,afastam-se,
vêm, afastam-se, fogem...
... entre o azul e o verde
todas brancas desfolham-se...
( uma é a outra, uma é a outra...)
e passam de uma a outra,
e depois de uma e de outra
apenas são nenhuma.


Cecília Meireles

domingo, 4 de outubro de 2009

VENDEDORA DE SONHOS


Carrego os sonhos comigo.
Quero vendê-los de porta em porta.
Toda uma mercadoria com marca registrada.

Meus sonhos têm olhar transparente!
Uma raridade onde não há dores
cortinas ou muralhas...
não há armas desamores e feridas.

Eles abraçam num elo
o mundo a liberdade e a vida.

Bendizem esperança.
Caminham avançam e se desenham
coloridos na vidraça.

Emergem e destrancam todas as portas e janelas.

Sonhos sem nome...sem endereço
enfileirados sob o travesseiro.

Não cabem mais em mim.
Preciso dividí-los.

Porque são sonhos grandes demais
e bonitos demais para se sonhar só.


Rosy Moreira

Avesso


pode parecer promessa
mas eu sinto que você é a pessoa
mais parecida comigo
que eu conheço
só que do lado do avesso

pode ser que seja engano
bobagem ou ilusão
de ter você na minha
mas acho que com você eu me esqueço
e em seguida eu aconteço

por isso deixo aqui meu endereço
se você me procurar
eu apareço
se você me encontrar
te reconheço.

(Alice Ruiz)

sábado, 3 de outubro de 2009

SEGUIR ADIANTE


A viagem mais significativa
que alguém pode fazer
não é aquela pela qual se
conhece lugares distantes e exóticos.

A viajem entre todas a mais marcante
É aquela em que o ser
sai em busca de si mesmo,
E que olhando pelo retrovisor
extrai grande lição dos acidentes
que ficam para trás

Fazendo esse percurso
em baixa velocidade,
É possível observar com clareza as situações
e os dilemas de onde geralmente
vem a multa, em forma de atraso.

Com tal descoberta,
Evitamos tropeços e conseguimos detectar pistas,
Sinais reveladores da verdadeira fronteira
entre os nossos limites
e o infinito valor de nossa potência.

A viajem entre todas a mais marcante
que alguém pode fazer,
É aquela que começa no aqui e agora,
a partir da qual se consegue dirigir a si próprio
com total segurança.

Deste modo vamos sempre mais além
do que o indicado pelo nosso mapa.


Jorge Lima

Amanhã não sei...


Amanhã não sei, pensarei em sobreviver...
Depois de tudo restou um pouco de mim.
Refiz meus planos, pensei muito em minha gente
Imaginei ser o amor essencial, não poderia esquecê-lo...
Agora ando em volta da casa dia e noite, assustado
No balançar das folhas que o vento leva pra longe
Adormecia e sonhava com meu amor... saudades.
Foi assim um dia, o sol a massagear meu corpo,
Olhava parado aquela imagem refletida nos teus olhos
Lembro da expressão que via, da saudade que você sentia
Chorei muito, confesso, mas nunca te esqueci...
Hoje, mais vivido, eu não sinto mais saudades, morro dela...

Arruda Bonfáh

METADE


Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a musica que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece,
e nem repetidas com fervor,
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado
na infância
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade
eu não sei
e que a minha loucura seja perdoada,
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também..."


(Oswaldo Montenegro)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Presente


Embalei-me e me entreguei
Fiz-me contente, numa embalagem de presente
Devolveste-me sem abrir, sem ver o conteúdo
Fez-se mudo, fez-se ausente

De volta, quebrada, dividida
Recolhi os pedaços, recompus
Colei onde foi possível, refiz peça perdida
Num quebra cabeças, no escuro, sem luz

Escondi-me num canto, curei feridas
Sem me importar com cicatrizes, saí
Fui pra rua, não estava pronta, tropecei
Muitas vezes, outras tantas cai

Mas o tempo, meu tempo presente
Traz-me de volta, faz milagres, cura
Minha alma, seca minhas lágrimas
E me recupera, tira-me da loucura

Olho, o sol que se põe, tarde que chega
Vida que vai, vida que vem, presente
Tempo presente, vivo meu presente
Mas não mais me dou de presente.


Fátima R. Batista

Doem! Doem!


Os sonhos doem,
porque são forjados na solidão,
nos labirintos e nos becos,
da alma que se encontra vazia.

Os sonhos doem,
porque são sonhos sós,
sem previsão ou certeza,
da alma que espera muito.

Os sonhos doem,
porque são desejos desenhados,
em paredes do pensamento,
da alma que espera luz.

Os sonhos doem,
porque são cara e coroa,
luz e escuridão,
da alma que viaja.

Os sonhos doem,
porque são castelos de areia,
que o vento não perdoa,
se a alma não é crente.


Santaroza

FLOR


A flor aberta no teu rosto
abre na noite árida e surda
uma paisagem de águas frescas,
de tinhorões, avencas, murtas,
ovelhas límpidas e músicas;
na vida velha, de sol posto,
mortos jardins e faces secas
faz circular seu vinho nítido,
que lábios e astros embebeda
com seu clarão de um gosto híbrido,
entre raio e luz e fruto,
pungente mel, beijada seta.
Eu quero a espada de um minuto
do teu espinho, ó flor aberta.


(Abgar Renault)

Anjo meu


Tens os olhos verdes claro
E um brilho sem igual
Tens plantado nas retinas
Uma estrela natural

Tem na boca um doce beijo
Que adocica o meu querer
Tem os lábios feitos em mel
Doces beijos são os seus

Teus cabelos longos lisos
Faz se em ondas balançar
Tu caminhas feito um anjo
Sobre nuvens a flutuar

Diga! Olhos verdes...
Em que sorte me encontra?
Sou caboclo, sertanejo,
Terra bruta e ramagens!
Tu és linda feita um céu
De uma áurea divinal.


” Catarino Salvador “.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Amor no Éter


Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos
mergulhados na água,
entram e vão neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.


¬ Adelia Prado ¬

Bar


Garçom me traz mais um pouco de esperança
aquela que o senhor me serviu
já acabou...

Traga-me um pedaço de doçura
está meio amargo
este trago que trago em meu peito

Coloca uma pitada de alegria
porque esta dose fria
pode me fazer chorar
e eu não quero borrar a maquiagem
que com cuidado fiz
para aqui me sentar

Veja para mim uma dose de pureza
porque nesta louca passagem
já ultrapassei a heresia

Arranja-me também um tantinho de apego
é que me desacostumei a querer alguma coisa
mas sabe como é...
sempre é bom ter algum apego
que é para dar algum sentido a vida...!!!


Angela Lara

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Jura Secreta 41


te amo e amor não tem nome
pele ou sobrenome
não adianta chamar
porque ele não vem quando se quer
tem seus próprios códigos e segredos
mas não tenha medo
pode sangrar pode doer
e ferir fundo
mas é razão de estar no mundo
nem que seja por segundo
por um beijo mesmo breve
porque te amo no sol
no sal no mar na neve

Artur Gomes